quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
O vício mortal do corporativismo
autor:Deputado Federal Chico Alencar
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Marize Conceição de Jesus¹A forma de se produzir História vem mudando desde o início do século XX. Vários foram os debates que se seguiram nas academias e muitos foram os historiadores que buscaram uma nova forma de escrever história, que não fosse a história positivista, baseada em fatos e determinada por uma ordem linear e cronológica, a história política dos grandes feitos e dos grandes homens.Da história econômica de Marx à história problema da Escola dos Analles, há muito os historiadores vêm buscando preencher as lacunas deixadas tanto pela História Política, quanto pela História Econômica, procurando dar voz as massas anônimas, pautando-se em uma postura interdisciplinar, que abordem temas ligados a vida cotidiana, produzindo História, preocupados com a pesquisa e com a busca de novas fontes variadas, em especial os relatos orais. Estes, usados como fonte de pesquisa, nos permitem fazer um contraponto com um discurso corrente que não reconhece as versões diferenciadas a respeito de um determinado fato. Com os relatos orais é possível reconstruir as diversas histórias de vida que no seu conjunto permitem olhar para a história oficial a partir de um outro ângulo, de uma nova ótica que efetivamente nos permitirá compreender e problematizar o fato estudado.(...) “preocupando-se com a história dos indivíduos, das comunidades “pequenos enredos construídos a partir de tramas aparentemente banais, envolvendo gente comum.” Neste contexto, Nova Iguaçu e a Baixada Fluminense contam hoje com algumas pesquisas (monografias, dissertações, teses) produzidas nas mais diversas áreas do conhecimento, que de alguma forma mostram não apenas os interesses econômicos e políticos de uma elite agrária e comercial, mais a luta pela sobrevivência de índios, escravos, meeiros, negros, nordestinos, mulheres, forasteiros , que através de seu trabalho, construíram a Nova Iguaçu de hoje.Durante muito tempo, a pesquisa sobre a história de Nova Iguaçu esteve embasada nos chamados ciclos econômicos e nos grandes feitos de seus ilustres moradores: proprietários de terras, a elite econômica e política, endeusados como os grandes benfeitores da região . Textos repletos de ufanismos que buscavam inserir a história local, na história do Brasil (através da relação dos coronéis da região com o Império, e da importância econômica desta para a capital imperial) , análises generalizantes que passavam longe das relações sociais particularizadas que foram se formando e que a partir delas se construiu a sociedade iguaçuana, composta não só de uma elite sócio econômica, mas, principalmente de outros agentes sociais: índios, escravos, negros, nordestinos, mulheres, artistas. Se os primeiros já são alvos de pesquisas, cabe agora, aos pesquisadores: historiadores, geógrafos, sociólogos, entre outros, dar voz a outros agentes sociais. “uma multiplicidade de narradores, testemunhas nunca ouvidas de uma história social, porém, ocultos das fontes “oficiais”de pesquisa...Reinterpretar o passado à luz das memórias individuais e coletivas...de agentes históricos que viveram ou participaram direta ou indiretamente de determinados períodos da história nacional, porém alijados da mesma.” “ No sentido mais geral, uma vez que a experiência de vida das pessoas de todo tipo possa ser utilizada como matéria-prima, a história ganha nova dimensão (...)(...) reconhecendo grupos importantes de pessoas que haviam estado ignoradas, dá-se início a um processo cumulativo de transformações. Amplia-se e enriquece o próprio campo de ação da produção histórica, e, ao mesmo tempo, sua mensagem social se modifica. Para ser claro, a história se torna mais democrática.” Hoje, ainda que nadando contra a maré dos que se postaram como “guardiães da memória da Baixada Fluminense”, alguns pesquisadores vêm se debruçando sobre a história de outros personagens, buscando dar voz aos supostos vencidos, desta forma dando outras versões para os fatos históricos, reconstruindo a história da Baixada e de Nova Iguaçu sob uma nova ótica. Entendemos que é demasiado importante pesquisar mais sobre os povos nativos desta região, e as relações travadas com os mesmos. Falar dos tropeiros, homens livres e pobres que com seu trabalho ajudaram na expansão e integração regional e econômica desta região; pesquisar sobre escravos e negros e de que forma estes sobreviveram nesta região a ponto de torná-la uma das maiores em população negra do país .Nova Iguaçu durante muito tempo foi exaltada como “ cidade perfume” e os grandes produtores de laranjas como os responsáveis por colocar a cidade nos rumos da modernidade . No entanto, pouco se falou nos trabalhadores, sitiantes e meeiros que trabalhavam diretamente na produção de laranja e de como alguns ficaram sem moradia e sustento a partir da crise da citricultura e da expansão dos loteamentos e do crescimento populacional ocasionado por este fator. Falar da população que veio para esta região, na sua maioria nordestinos, operários nas indústrias do Rio de Janeiro, seduzidos pelas facilidades dos loteamentos ou dos financiamentos de casas nos conjuntos habitacionais que vão aos poucos criando uma outra paisagem para Nova Iguaçu, abrindo ruas, criando bairros, se organizando na igreja, em associações de moradores, nos sindicatos e desta forma peculiar vão trazendo melhorias para as comunidades na medida em que o poder público se isenta de suas responsabilidades. Entendemos que a história de Nova Iguaçu está repleta de silêncios, de não ditos que precisam ser elucidados, uma vez que temos uma região complexa, formada pela dualidade de grupos sociais distintos, cujas relações conflituosas não necessariamente estiveram presentes nos escritos históricos a respeito da região, e que nestes, assim como na história do Brasil, prevaleceram a versão daqueles que detinham o poder político-econômico em detrimento dos outros atores sociais que buscaram formas de sobrevivência em meio as dificuldades e rupturas e a necessidade de superar a segregação e a exclusão social lhes impostas. Um dos caminhos trilhados em nossa pesquisa foi o registro da memória dos personagens anônimos que construíram a História de Nova Iguaçu e da Baixada Fluminense. A memória dos moradores, dos atores sociais, descortinam identidades particularizadas e inúmeros conflitos nos quais se assentaram a história desta localidade. Democratizar a história da Baixada Fluminense e de Nova Iguaçu, revisitá-la, fazer uma releitura nos documentos, nas fontes escritas, retirar delas estes agentes que passaram despercebidos a uma primeira leitura. Buscar relatos que possam trazer a tona fatos que nos permitam outra compreensão, outro olhar a respeito da história desta localidade.É a partir desta breve análise que nos propomos pesquisar a história de Nova Iguaçu e deste modo contribuir para o entendimento das múltiplas realidades que formaram a história de nossa cidade.¹- Especialista em História Social do Brasil/Profª da rede pública estadual
terça-feira, 14 de outubro de 2008
sem vergonha!
CONTRA A IMPUNIDADE
A prefeita reeleita de Magé, Núbia Cozzolino (foto), vai comandar uma manifestação na manhã desta terça-feira, em frente à Secretaria de Segurança Pública, no Rio. O protesto está marcado para às 10 horas. O motivo da manifestação, segundo assessores da prefeita, é cobrar do
governador Sérgio Cabral mais empenho da Polícia Civil nas investigações sobre o assassinato do namorado da prefeita, Orney Pereira dos Santos, conhecido como Ney da Núbia, que era candidato a vereador em Magé. Ele foi assassinado a tiros em frente a casa onde mora o casal, na localidade de Fragoso, em plena luz do dia. O namorado da prefeita foi morto na tarde do dia 17 de julho, quando começava a campanha para vereador. Segundo o 34º BPM (Magé), Orney, conhecido pelo nome eleitoral de “Ney da Núbia”, estava na rua quando ocupantes de um carro passaram atirando. Atingido por oito tiros, ele chegou a ser encaminhado para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Após o crime, os criminosos fugiram.A prefeita de Magé tem uma vida política atribulada. Em plena campanha pela reeleição, Núbia Cozzolino, foi impugnada pelo Ministério Público Eleitoral, pois responde a mais de 20 processos na Justiça por improbidade administrativa, mas acabou conseguindo o registro por não haver sido julgada em nenhum dos processos movidos pela Procuradoria Gral de Justiça. No ano passado, a Assembléia Legislativa do Estado, por 48 votos a favor, 15 contra e cinco abstenções, cassou o mandato da deputada Jane Cozzolino, do PTC e irmã da prefeita. Ela ainda responde a processo por suspeita de envolvimento no esquema de fraudes do auxílio-educação, pago a servidores da Alerj. O golpe rendeu aos envolvidos mais de R$ 3,5 milhões.
DENÚNCIA: Hospital de Caxias não está pronto!
Em visita ao Hospital Dr. Moacyr do Carmo Rodrigues, o deputado estadual, Zito, eleito prefeito de Duque de Caxias nas últimas eleições, constatou algumas irregularidades no funcionamento do mesmo. Acompanhado dos deputados estaduais Átila Nunes e Marcos Figueiredo, vereadores eleitos, o prefeito eleito, afirmou que sua intenção era levantar o que irá administrar a partir de primeiro de janeiro.
Levar saúde para o povo, levando postos de saúde na maioria dos bairros, dar continuidade as UPAS, pois acredito que o Governador vá garantir as diversas outras UPAS que ele prometeu inaugurar durante a campanha eleitoral, um dos objetivos na pasta do prefeito eleito Zito.
O deputado Zito que estranhou a quantidade de funcionários do Hospital Geral Duque de Caxias, no local, falou que, um hospital inaugurado no período eleitoreiro, a 5 km de um hospital estadual, em lugar inadequado e, que ao ser posto em funcionamento não havia encanamento de água potável, que utilizava água de carro pipa, não poderia ter sido inaugurado, pois em nenhuma hipótese atende à população. Uma das primeiras providências a serem tomadas colocar uma passarela para atendimento a população que não possui carros e que foi esquecida pela atual administração.
O próprio secretário de saúde do município, o biólogo Oscar Berro, que não permitiu que a imprensa acompanhasse a comitiva na visita as dependências, confirmou que ainda falta muito para o hospital funcionar plenamente. De acordo com as informações os exames de ressonância magnética, tomografia computadorizada, cirurgias e a maternidade não estão em funcionamento. Fatos confirmados pelo biólogo Oscar Berra, que como desculpa afirmou “além de atendermos a população duquecaxiense, estamos com um vasto atendimento aos cidadãos de outros municípios vizinhos”.
Nós iremos buscar parcerias com o governo do estado assim como com o governo federal. E podemos notar que este hospital é uma propaganda enganosa, que apenas serviu de outdoor, já que não está em pleno funcionamento e obras ainda precisam ser feitas, enfatizou Zito.
A comitiva seguiu para uma visita ao Hospital Geral Duque de Caxias.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
projeto iguaçu
A bacia compreendida pelos três rios principais e respectivos afluentes fica localizada numa área correspondente a 726 quilômetros quadrados. Com uma população estimada em 2,5 milhões de habitantes. O valor de R$ 270 milhões já foi destinado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a execução da primeira fase do projeto que prevê várias intervenções.
Nesta primeira etapa estão sendo priorizadas obras emergenciais em decorrência das fortes chuvas que atingem, sobretudo, os municípios da Baixada Fluminense. A região por questões geográfico-geológicas é mais suscetível às enchentes, agravadas pela ocupação das margens dos rios e afluentes, de encostas e áreas de nascentes.
