quinta-feira, 10 de março de 2011

A voz das ruas árabes!

Editorial ed. 417 do Brasil de Fato
http://www.brasildefato.com.br/node/5762



A revolta árabe, iniciada em dezembro de 2010, que se alastra por todo o Oriente Médio, com uma população superior a 300 milhões de pessoas, contrariando a expectativas dos ditadores e monarcas da região e dos interesses do capital mundial, não demonstram sinais de recuo e muito menos de perder forças.


Quando, na Tunísia, em 17 de dezembro, o jovem comerciante, Mohamed Bouazizi, colocou fogo em si mesmo como ato de desespero depois de ter suas mercadorias apreendidas pela polícia, não imaginou que estaria desencadeando uma onda de revoltas que ameaça as ditaduras da região e motiva o povo a vencer o medo e sair às ruas para exigir reformas democráticas. À expectativa de qual o próximo desposta a deixar o cargo junta-se o exercício de prognosticar se alguma delas se salvará dessa onda de aspirações democráticas.

Ainda é incerta a abrangência e profundidade que alcançarão as reformas exigidas hoje nas ruas dos países daquela região. O poderio repressivo de qualquer ditadura não pode ser menosprezado jamais. A capacidade das forças que sustentam e se benefi ciam dos governos déspotas de se recompor, mesmo trocando o mandatário, também contribuem para a incerteza dos rumos que tomarão as reformas hoje vislumbradas. Nem mesmo os processos históricos de transformações políticas e sociais têm uma trajetória linearmente crescente. Há recuos e possibilidades novas que se impõe independentes da vontade e das necessidades dos protagonistas destas transformações.



No entanto, essas incertezas não podem esmaecer a importância e o significado político destas revoltas populares. Para exemplifi car, nos bastam as palavras do fi lósofo Sami Naïr: “as pessoas se deram conta de que quem tinha medo era o poder. Agora são os ditadores que devem temer os povos”. As revoltas populares fortalecem a confi ança e aumentam a autoestima do povo, politizam as pessoas e põem as lutas em movimento.



Mas Naïr vai além ao vislumbrar, nessas revoltas populares, um movimento que destrói a ideia de que as sociedades árabes estão fadadas à apenas duas alternativas: viver com perigo extremista e fundamentalista ou com as ditaduras. As revoltas nas ruas almejam conquistas democráticas.



Os jovens, juntamente com as mulheres ocupam um lugar destacado em todas essas mobilizações populares, na Tunísia, no Egito, no Iêmen; foram às ruas contra a austeridade e as políticas neoliberais implantadas em seus países nas últimas décadas. Mesmo os argelinos, primeiro foram às ruas, em janeiro, para protestar contra o aumento dos preços dos alimentos.



Estão, agora, mobilizados e em luta por reformas democráticas, exigindo o fim do Estado de emergência, existente desde 1992, que proíbemanifestações públicas no país. O mesmo ocorreu na Jordânia, onde o estopim das revoltas foram o aumento dos preços dos alimentos e da energia, que obrigaram o rei a dissolver o governo. Mantem-se, agora, as mobilizações por reformas políticas e democráticas.



Se os povos árabes estão fazendo um acerto de contas com seus governos, não é menos verdade que estão também fazendo sentar no banco dos réus os governos dos países centrais do capitalismo, as instituições internacionais do sistema capitalista e as grande corporações empresariais que sempre sustentaram as ditaduras no Oriente Médio. Esse conluio do capitalismo internacional com as ditaduras nos países da região assegurou a pilhagem do petróleo, fortunas para os ditadores (guardadas nos bancos dos países ricos do ocidente) e uma burguesia abastada, com fortunas e “com mais investimentos em Londres do que em Alexandria”, como afirma o historiador Prashad.



O mesmo ocorreu em Bahrein, com as mobilizações no início de fevereiro, exigindo uma Constituição escrita pelo povo. Para Prashad, o país depende do seu petróleo e o seu dinheiro é canalizado para a especulação imobiliária – o modelo Dubai. Os beneficiários desse processo têm sido a família real e seus comparsas. O povo, de maioria xiita, está furioso porque quase toda sua riqueza não tem destinação social.



Além desse tripé formado pela pilhagem do petróleo, concentração da riqueza e governos ditatoriais, não hesitaram em relegar a região à maldição do petróleo: acostumados com essa riqueza natural, não promoveram a diversificação da economia e nem o seu uso para o desenvolvimento social do seu povo.



Nessas condições de desenvolvimento econômico e social, a existência das ditaduras na região aliviam os países ricos de um dos seus principais medos da atualidade: impedir que ondas migratórias invadam o ocidente, principalmente a Europa. Nenhum desses ditadores teria se sustentando no poder sem o apoio político, militar e financeiro do capitalismo internacional. Os árabes buscam, com as revoltas populares de agora, comandar a si mesmos, rompendo com governos autoritários e monarcas, entronizados em longevas ditaduras. Sem esquecer que esses ditadores são sustentados por governos, mercados de ações e capital externo. Como não apoiar e, sobretudo, olhar com esperanças essas lutas?

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Olimpíadas truculentas
21/12/10 por raquelrolnik

O plano olímpico da cidade do Rio de Janeiro tem revelado, na última semana, uma forte ambigüidade na qualidade de grande projeto de desenvolvimento urbano. No mesmo ritmo em que são feitos os investimentos públicos em infra-estrutura de transportes, e nas instalações esportivas, têm ocorrido vários episódios lamentáveis de violações de direitos básicos e de desrespeito à condição humana.

Horror e tensão resumem o que inúmeras famílias têm passado na zona oeste do Rio desde o último dia 15. Denúncias recebidas de moradores, observadores e da Defensoria Pública do Rio de Janeiro relatam o abuso de poder e o verdadeiro estado de exceção que se estabeleceu às margens da Av. das Américas, que corta as comunidades Vila Recreio II, Vila Harmonia e Restinga no Recreio dos Bandeirantes.

Sem qualquer negociação ou abertura ao diálogo, equipes da subprefeitura da Barra da Tijuca incluindo 40 homens da Guarda Municipal começaram uma operação de remoções sumárias e demolições de lares e pontos comerciais na área para a construção do Transoeste: um corredor de ônibus padrão BRT que fará a ligação da Zona Sul à Barra, região que concentrará a maioria das instalações e modalidades olímpicas em 2016.

Segundo denúncias, retro escavadeiras da empreiteira que constrói o corredor estariam derrubando casas com mobílias e pertences dentro. Durante o dia 15, alguns moradores alegam que tiveram suas casas derrubadas enquanto estavam fora trabalhando e outros que receberam um prazo até meia noite daquele dia para se retirarem e darem espaço às máquinas.

Uma equipe do Núcleo de Terras e Habitação da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro conseguiu, em caráter emergencial, uma liminar que suspendia as remoções forçadas, pois os oficiais da subprefeitura agiam sem ordem judicial de despejo ou intimação. Entretanto o pesadelo para os moradores dessas três comunidades da zona oeste carioca não terminou, já que a liminar da justiça não era válida a todos os imóveis.

Nem as casas de santo – terrenos sagrados à tradição Candomblé, há décadas instalados ali – estão seguras das máquinas. Os moradores e representantes religiosos já realizaram duas mobilizações de repúdio a ação da prefeitura do Rio pelo modo como vem conduzindo as obras das Olimpíadas em detrimento do direito e da dignidade dos que vivem no caminho dos projetos.

Sem muito efeito, na madrugada do dia 17 para o dia 18 policiais arrombaram casas expulsando as famílias e ameaçando todos de prisão. Muitos descrevem as cenas como a de uma batalha: roupas, objetos pessoais, malas, tudo jogado no chão na beira da via por onde trafegam continuamente caminhões, automóveis e agora pessoas sem um lugar para onde ir ou voltar.

Não longe do Recreio dos Bandeirantes, o projeto olímpico também é conduzido, mas em tom menos hostil. No início da mesma semana, a prefeitura do Rio assinou o contrato de construção das mais de 2,4 mil unidades habitacionais de alto padrão, que comporão a Vila Olímpica na Barra da Tijuca e depois serão comercializadas por não menos que R$400 mil. O valor total estipulado para o projeto da vila é de quase R$1 bilhão e deve receber financiamento da Caixa Econômica Federal.

O vídeo a seguir é o trecho de uma gravação feita em uma das manhãs, em que máquinas avançavam sobre casas na comunidade da Restinga.

Não longe do Recreio dos Bandeirantes, o projeto olímpico também é conduzido, mas em tom menos hostil. No início da mesma semana, a prefeitura do Rio assinou o contrato de construção das mais de 2,4 mil unidades habitacionais de alto padrão, que comporão a Vila Olímpica na Barra da Tijuca e depois serão comercializadas por não menos que R$400 mil. O valor total estipulado para o projeto da vila é de quase R$1 bilhão e deve receber financiamento da Caixa Econômica Federal.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Belford Roxo Vota de cabresto!

Mais uma vez nosso Blog Debate Baixada, vem cumprir o seu papel, e Traz a tona mais uma Denuncia, no município de Belford Roxo, alguns funcionários da prefeitura estão sofrendo coação por parte de seus superiores. Os funcionários estão sendo obrigados a participarem de reuniões , comícios caminhadas e outras atividades de campanha que não condizem em nada com as funções do dia – dia. Sobre a ameaça de perderem seus “empregos” cargos “comissionados”, estão tendo que participarem destas atividades já citadas, com direito a lista de presença e tudo. Um funcionário que por precaução preferiu não se identificar diz que ele, no caso o seu chefe de seção entrou na sala e “dize quem não comparecer no lançamento de campanha da senhora Eliane Rollim cantidata a Deputada Federal(PT), esposa do Prefeito Alcides Rollim iria ser exonerado de sua função”... (e as ameaças continuam quem não participar da campanha vai para o olho da rua).
Isso e uma denuncia gravíssima que estamos fazendo, o TRE e o TSE deveriam estar de olho vivo nestas candidaturas, pois esse tipo de coação,nos remete ao tempo do chamado coronelismos e voto de cabresto, isso e uma afronta a democracia e ao direito individual de todos cidadão Brasileiro.
Este blog repudia qualquer tipo de ato que ameaçe qualquer pessoa de escolher e exercer a democracia por isso estamos de olho e vamos acompanhar atentamente esses fatos, e você que esta nesta situação denuncie pois somente assim conseguiremos banir esses tipos de políticos de nosso Brasil. (Veja o significado de coronelismo segundo).(SILVA)

A palavra coronelismos nos remete a séculos passados principalmente no final do século XIX. O coronelismo apresenta-se como um aparelho político da Primeira República, que predomina em uma relação de ajustes entre os senhores donos de terras em declínio e o poder público cada vez mais forte. Onde os coronéis (chefes políticos) exerceram poder de modo distinto em seu domínio e que, depois da Revolução de 1930 suas práticas perduraram até os dias atuais, empregadas por grandes fazendeiros, comerciantes, religiosos, industriais e profissionais liberais, entre outros que dispunha de certa influência sobre as massas e apresentavam-se para estas uma autoridade indiscutível e parecendo, para este aparelho, em toda sua extensão como um dispositivo político fundamentado em um poder paralelo ao estado oficial e utilizado, por estes para seus fins e para se manterem frente aos seus cargos, através de um emaranhado de tramas de afinidades que começa do coronel até chegar ao presidente da República, por meio de compromissos recíprocos" (SILVA,2009).

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Cabral e a vergonha do Brasil.

Em que Estado o governador Sérgio Cabral vive? Com certeza não é o Rio de Janeiro. Pelo menos não o Rio de Janeiro que ele pinta em seus discursos.

O Rio de Janeiro que, segundo ele, está melhorando a passos largos os transportes públicos e reformando as repartições do Estado. O Rio de Janeiro dos discursos de Cabral é aprovado por todos, com exceção de algum “deputadozinho da oposição”, como disse na última segunda-feira, 24/05, em sua infeliz entrevista ao Globo Online.

Realmente este Rio de Janeiro descrito pelo governador não se parece com o Estado em que usuários do Metrô desmaiam dentro de trens superlotados e frequentemente são surpreendidos por panes no sistema. Em que os passageiros se espantam com cogumelos brotando nas saídas de ventilação dos trens, que circulam muitas vezes sem ar refrigerado.

Um Estado em que os usuários da Supervia são chicoteados pelos seguranças da empresa e que correm risco em viagens realizadas em alta velocidade sem o condutor. Isso para não falar nos frequentes acidentes ocorridos nos trilhos da Supervia, inclusive com um descarrilamento recente que feriu mais de 60 pessoas.

Um Estado que se gaba de um bilhete único que é um dos piores do Brasil por deixar de fora do benefício parte considerável dos trabalhadores do Grande Rio, já que vale apenas por duas horas para dois meios de transporte. Isso para citar apenas os serviços lembrados por Cabral.

Um Estado que inaugura, com um ano de atraso e após nove adiamentos, um novo prédio para o seu Instituto Médico Legal (IML), o qual, em menos de sete meses, já está caindo aos pedaços, nas palavras do jornal Extra. Para o Governador, são apenas "defeitinhos". Para o mundo real, e quem nele vive, são problemas da maior gravidade, como declararam o Sindicato dos Peritos do Estado do Rio de Janeiro e o Sindicato dos Médicos.

O governador falou também do Theatro Municipal. Motivo de orgulho de todo o carioca, o maior e mais importante palco do país recebeu o investimento maciço de instituições públicas e privadas para viabilizar uma reforma desejada por todos. A fachada do teatro, já exposta à curiosidade de todos, realmente está linda. É o que queremos, mas se há notícias de problemas ocorridos na obra, elas precisam ser checadas, mesmo que o Governador não queira.

Transparência deveria ser uma bandeira do governador. Mas não. Ele se irrita ao perceber que um deputado quer cumprir a sua missão, quer fiscalizar as ações e verificar a responsabilidade do Governo do Estado no caos dos transportes públicos, na decadência precoce do novo prédio do IML e nos possíveis problemas ocorridos na obra do Municipal.

Pelo que disse, o Governador parece querer uma Alerj domesticada, calada, inerte. Parece querer uma Alerj composta de deputados que sejam fiéis e atentos não a seus eleitores, mas ao desejo de reconhecimento e aplausos do Governador.

(texto amigo anonimo)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Aquecimento Global existe?

O debate sobre clima tomou conta da mídia nos últimos messes,cientistas principalmente dos países do Norte,fazem pesquisas dizendo que a temperatura média do planeta vai aumentar nos próximos 10 anos de 2 a 5 graus centígrados,é isso acarretaria em derretimentos de geleiras e outras catástrofes para a humanidade.
já outros pesquisadores tem uma linha mais "conservadora' sobre o assunto pois estes alegam que não existe de fato aquecimento global terrestre,pois seria impossível,emissões na atmosfera causar mudanças de temperatura.
no meio deste debate sabemos que existe interesses de ambas as partes em afirmar que existe aquecimento da terra e dos que não acreditam,e os veículos de informação de massa são totalmente sem compromisso com seu publico por isso o nosso blog quer saber a sua opinião,se de fato existe ou não aquecimento global.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Nova concessão para a Surpevia!

Nos próximos dias vamos ver o Governador do Estado do Rio de Janeiro assinar mais uma concessão pública, para uma empresa privada prestar, os serviços para a sociedade, ate ai tudo bem, esta seria uma pratica normal desde que o estado foi sucateado, e “vendido para o capital privado”. Mais quando falamos de uma empresa prestadora de serviços no setor de transporte do nosso estado já ficamos com um pé atrás, pois sabemos como esta lógica perversa de financiamento de campanha, lobby interno no governo,e este e um ano eleitoral, influencia nestas escolhas, vide grupos de empresários que detém quase 80% do controle dos transportes públicos de linhas de ônibus na região metropolitana do Rio de Janeiro.

Mais a concessão que esta em eminência e a da Supervia, que vai explorar os ramais de Saracuruna, Belford Roxo e outros , por mais 25 anos, e ganhara de presente já muitos investimentos do capital estatal, ou seja do governo, que e justo o Estado tem que investir em melhorias para a população,mais o que me intriga neste “negocio”,que uma empresa como a Supervia que presta na minha humilde opinião um péssimo serviço,ganha novamente o direito de explorar estes ramais,e o pior sem nenhuma consulta publica, e avaliação de seus usuários,por isso que repudiamos a renovação desta concessão, pois a população não pode ser escrava de um empresa ou de um grupo com interesses pessoais e mesquinhos por isso pedimos já a revogação de todas as concessões publicas na área dos transportes do nosso Estado.

terça-feira, 23 de março de 2010

Voltamos para ficar!

Depois de um longo tempo de inatividade, estamos voltando a nossa dinâmica de postagens, sempre com o nosso foco de denúncias, informações e debates . Dentro dos próximos dias estaremos trazendo para você nosso leitor artigos da mais alta relevância para o povo da baixada fluminense,e todos que gostam de um veiculo de comunicação, alternativo de boa qualidade e independente.